domingo, 21 de julho de 2013

Colégio Santa Catarina de Hamburgo Velho


A história do Colégio Santa Catarina de Hamburgo Velho começa em 1900, quando a escola instalou-se em prédio alugado, em frente ao atual Colégio. A instalação de uma instituição de ensino católica era demanda antiga de parte da sociedade hamburguense.

A pedra fundamental do imponente edifício ainda existente na rua General Osório foi lançada em 1909, sendo inaugurado no ano seguinte.

A instituição acolhia inicialmente internato tanto de meninas quanto de meninos. A situação alterou-se em 1914, com a instalação dos Irmãos Maristas que passaram a atender o ensino masculino. Mais tarde, a Escola voltaria a acolher meninos, com o fechamento do Colégio São Luiz.

O prédio foi complementado em 1949 com as obras de uma nova ala do colégio, em anexo, já no estilo Art Déco.


Fonte: Lembrança do Cinquentenário do Estabelecimento das Irmãs da Congregação Santa Catarina no Rio Grande do Sul 1899-1949. Porto Alegre: Imprimatur, 1949.


domingo, 21 de abril de 2013

O antigo Colégio São Jacó de Hamburgo Velho


A imagem mostra os corpos docente e discente do Colégio São Jacó de Hamburgo Velho no ano de 1949.
O espaço é nos fundos do prédio, onde localizava-se o monumento a Marcelino Champagnat.

O São Jacó foi a primeira instituição de ensino dirigida pelos Irmãos Maristas (a convite) em Novo Hamburgo. O prédio foi, ainda, o primeiro projeto do arquiteto alemão Ernst Seubert no Brasil.

A estrutura sofreu um incêndio em 1954, sendo prontamente reformado após ampla campanha comunitária. Após a reforma, o prédio passou a apresentar o aspecto modernista que ainda mantém.

 O Colégio encerrou suas atividades no ano de 1969, com as atividades transferidas ao Colégio Pio XII. O prédio de Hamburgo Velho é hoje ocupado pela Universidade Feevale, Campus I.

Fonte: Irmãos Maristas - Cinquentenário da Chegada dos Primeiros Irmãos ao Rio Grande do Sul 1900-1950.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Villa Julieta, história derrubada em Campo Bom (RS)


Toda cidade tem uma perda a lamentar. Campo Bom tem várias.

A Villa Julieta situava-se na Avenida Brasil, fazendo conjunto com o Clube XV de Novembro. Apresentava uma composição eclética não erudita, numa soma pitoresca de diversas tendências da época.

Além da casa, foi-se o jardim que caracterizava aquela esquina, hoje ocupada por lojas.

Tratava-se do primeiro projeto construído pelo construtor licenciado João Arlindo Hilgert. Embora tenha sido inventariada em 1994, a casa acabou não resistindo à falta de política de patrimônio cultural na cidade.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Obelisco de Theodomiro Porto da Fonseca e a amnésia histórica de São Leopoldo (RS)


O Obelisco em homenagem ao intendente Theodomiro Porto da Fonseca, em São Leopoldo (RS) é um dos tantos monumentos que demonstram o descaso e a amnésia histórica da cidade.

Sua origem remonta a Exposição Agrícola, Industrial e Avícula de São Leopoldo, em 1934, comemorativa aos 110 anos da Imigração Alemã. O monumento foi mandado erigir pela própria população, sendo sua construção financiada pelos apoiadores do prefeito e demais entusiastas.

Não é exagero dizer que, quase 80 anos depois, a homenagem orgulhosamente oferecida pela sociedade virou vergonha: o obelisco é utilizado para ancoragem de contêineres de lixo, encontra-se depredado, com algumas peças furtadas e enfm, completamente desvalorizado pelo abandono e poluição visual do entorno.

Theodomiro Porto da Fonseca foi o intendente e prefeito que viabilizou importantes obras para São Leopoldo e outros municípios que até então eram distritos: Usina da Toca (obra originária da CEEE), rede de escolas municipais, Paço Municipal (recentemente desocupado), rede de esgotos de São Leopoldo, muro de arenito em estilo gótico do cemitério municipal, entre outras.

O monumento, assim como os outros (como a Praça do Imigrante), demonstra o carinho com que São Leopoldo acolhe sua memória.

FONTES:
Relatório de 1934 apresentado ao Exc. Snr. General Interventor Federal Dr. José Antônio Flores da Cunha pelo Prefeito Theodomiro Porto da Fonseca. São Leopoldo: Editora Rotermund, 1934.
FONSECA, Mario. Biografia de Theodomiro Porto da Fonseca in Anais do 1ª Simpósio de História da Imigração e Colonização Alemã no Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Editora Rotermund, 1964.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Inauguração da Igreja Evagélica Luterana de Três Passos (RS)


A foto reproduz o postal editado em lembrança da inauguração da nova igreja da Comunidade Evangélica de Três Passos (RS), filiada a IECLB.

A construção levou cerca de seis anos e a obra foi festivamente inaugurada em 11 de novembro de 1956. A igreja representa a fase de prosperidade das "colônias novas" no noroeste do Estado, em que as construções de madeira começaram a ser substituídas pelas de alvenaria. Encontra-se preservada, compondo o patrimônio histórico material infelizmente ainda não reconhecido por tombamento no município.

Fonte: Jahrweiser - Almanaque do Sínodo Luterano (1958)


domingo, 17 de março de 2013

O luxuoso palacete de Baldomero Barbará em Uruguaiana (RS)


Marcando uma esquina nobre da cidade, em frente a praça central, o palacete da família de Baldomero Barbará segue sendo um símbolo da prosperidade de Uruguaiana (RS) no início do século XX.

O casarão foi projetado pelo arquiteto italiano Domingos Rocco, abrigando em seu interior o primeiro elevador da cidade. Além disso, o palacete conta com uma belíssima clarabóia, torreão de cobre na esquina, terraço e escadarias em mármore de Carrara. Teria sido construído com materiais importados da Itália.

Inaugurado em 1913, o palacete serviu de residência a família de Baldomero Barbará até meados de 1930. Deste ano até 1978 funcionou curiosamente como quartel militar. Hoje o local abriga o centro cultural da cidade, com arquivo público farto em documentação sobre o município.

Foto: Jorge Luís Stocker Jr. / 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

A escola teuto-brasileira de Samuel Dietschi em Hamburgo Velho


Localizada em frente a Fundação Scheffel, a conhecida "Casa da Lira" chama atenção até hoje pela imponência, e caracteriza-se pela réplica do instrumento musical que ornamenta seu frontão.

A lira é testemunha da escola de música que ali funcionou, coordenada por Samuel Dietschi. Mas inicialmente não tratava-se apenas de uma escola de música: a Deutsche-Brasilianische Schule (escola teuto-brasileira) assumia toda a educação e funcionava no regime de pensionato, com a possibilidade de semi-pensionato por menor custo. No local ensinava-se português e alemão, e as aulas de música eram pagas em separado.

Nota-se no desenho do anúncio que a rua ainda não havia sido rebaixada (o que ocorreu em 1920, ocasionando o surgimento de mais um andar térreo). Também ainda não havia sido construído o pórtico lateral que hoje complementa esta bela residência.

Fonte: Kalender für die deutschen in Brasilien - 1907